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Assim era o nosso Estádio de Remo...

Torcida do Flamengo em Regata no ano de 1970 (acervo pessoal remador Bancov)

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Double Feminino – O barco das mulheres versáteis

13-maio-2012 - Publicamos agora o quarto artigo da série sobre as 14 categorias olímpicas que irão participar dos jogos olímpicos em Londres.

Passaram pelo double feminino nomes consagrados no remo mundial como a alemã Katrin Boron, a canadense Marnie McBean e também a atleta que conquistou o maior número de medalhas na história do remo, a romena Elisabeta Lipa. Não podemos deixar de ressaltar também as gêmeas neozelandesas Caroline e Georgina Evers-Swindell.

O double feminino é um evento olímpico desde 1976 em Montreal quando as mulheres estrearam nos jogos. As búlgaras Svetla Otzetova e Zdravka Yordanova foram as primeiras mulheres a conquistar o primeiro ouro olímpico na categoria e também o primeiro ouro para a Bulgária no remo. Ambas estão envolvidas no esporte até hoje. Otzetova como diretora de eventos da FISA e Yordanova como membro do comitê olímpico búlgaro.

Nos jogos de 1984 surgiu a super atleta romena Elisabeta Lipa. Ela conquistou a sua primeira medalha de ouro olímpica – de uma série de cinco – remando no double com Mariora Popescu. Vale lembrar também que na final do double feminino dos jogos de Los Angeles, a famosa sculler canadense Silken Laumann terminou em terceiro remando com a sua irmã, Daniele.

Kathrin Boron ganhou o seu primeiro ouro olímpico na sua estréia remando no double nos jogos de 1992 junto com Kerstin Koppen. A dupla alemã não perdoou  o favoritismo de Elisabeta Lipa que terminou em segundo. Em Barcelona, Lipa participava da sua terceira olimpíada e conquistava a sua quinta medalha.

Em Atlanta em 1996, a estrela da canadense Marnie McBean continuava a brilhar. Ela havia conquistado dois ouros no oito e no dois-sem nos jogos de Barcelona. Com a mesma parceira do dois-sem - Kathleen Heddle – ela fez a transição da palamenta simples para a dupla e conquistou o ouro em Atlanta!

Kathrin Boron, que passou o ano de 1996 acumulando ouros no four-skiff, retornou ao double em Sydney e faturou mais um ouro olímpico com a parceira Jana Thieme.

A partir daí começou a era das gêmeas neozelandesas Caroline e Georgina Evers-Swindell. Depois da não classificação  para os jogos de Sydney elas brilharam ao longo de 2001 ficando em segundo lugar no mundial atrás apenas de Boron e a sua parceira Kerstin Kowalski. As neozelandesas seguiram a sua escalada até o topo do pódio olímpico em Atenas 2004.

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A dupla foi a única a conseguir o bicampeonato olímpico na história do double feminino  olímpico. Em 2008 elas venceram, numa prova duríssima, as alemãs por uma diferença de 1/100 seg. Elas se aposentaram após Pequim abrindo espaço para uma nova geração. Veja abaixo o vídeo dessa prova.

 

Essa liderança começou com a sculler inglesa, Katherine Grainger. Depois de competir no four-skiff em Pequim, Katherine passou para o skiff e em seguida para o double com Anna Watkins em 2010. Essa combinação se mostrou imbatível desde então.

Elas são as francas favoritas em Londres e podem se transformar nas primeiras inglesas a conquistar o ouro nessa categoria. As maiores competidoras das inglesas serão as australianas e as neozelandesas. No mundial do ano passado, as australianas Kim Crow e Kerry Hore terminaram em segundo e as neozelandesas Fiona Paterson e Anna Reymer em terceiro.

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Você sabia?

. A Alemanha é o país que mais conquistou medalhas olímpicas no double feminino.

. 10 países participarão nos jogos de Londres no double feminino.

. Na escalada para os jogos de Pequim em 2008 o barco chinês era o favorito. Elas terminaram em quarto lugar.

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Tabela de Medalhas Olímpicas - Double Feminino

Posição

País

Ouro

Prata

Bronze

Total

1a. Medalha

Última Medalha

1

Alemanha

 2

 2

 0

 4

 1992

 2008

2

Nova Zelândia

 2

 0

 0

 2

 2004

 2008

3

Romênia

 1

 2

 1

 4

 1980

 1992

4

Alemanha Oriental

 1

 2

 0

 3

 1976

 1988

5

Bulgaria

 1

 0

 1

 2

 1976

 1988

5

Canadá

 1

 0

 1

 2

 1984

 1996

5

União Soviética

 1

 0

 1

 2

 1976

 1980

8

Holanda

 0

 2

 1

 3

 1984

 2000

9

China

 0

 1

 1

 2

 1992

 1996

10

Inglaterra

 0

 0

 2

 2

 2004

 2008

11

Lituânia

 0

 0

 1

 1

 2000

 2000

 

 TOTAL

 9

 9

 9

 27

 

 

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1a. Etapa da Copa do Mundo 2012
A "esquadra" inglesa mostra a sua força

08-maio-2012 - A Samsung World Rowing Cup (1ª. Etapa da Copa do Mundo) foi disputada esse ano em Belgrado na Sérvia. O domínio inglês foi absoluto com 12 medalhas nas 14 categorias olímpicas disputadas. Na contagem geral de pontos a Inglaterra ficou com 79; 32 pontos a frente da Alemanha, segunda colocada

A Inglaterra conquistou quatro ouros – no double feminino com Katherine Grainger e Anna Watkins; no dois-sem feminino com Heather Stanning e Helen Glover; no qutro-sem masculino com Tom James, Alex Gregory, Pete Reed and Andrew Triggs Hodge e no double peso-leve masculino com Mark Hunter e Zac Purchase. Somando as seis medalhas de prata e os dois bronzes ficou bem claro qual o país favorito para os jogos de Londres.

O quatro-sem inglês, considerado o principal barco da equipe masculina de palamenta simples, conta agora com dois reforços de peso. Pete Reed e Andrew Triggs Hodge saíram do dois-sem após várias derrotas para o barco da Nova Zelândia nas últimas três temporadas e tentarão manter a tradição inglesa do ouro olímpico. 

A Alemanha conquistou três ouros no dois-sem masculino, no double masculino  e no oito masculino   onde conseguiu, a duras penas, manter a sua hegemonia. O barco alemão sofreu uma dura pressão do barco inglês. Veja o vídeo dessa prova abaixo. 

 

A disputa no dois sem entre o barco alemão e o barco grego também foi espetacular. Veja o vídeo dessa prova abaixo. 

 

A Holanda, que terminou em terceiro na contagem geral com 33 pontos, saiu-se bem no oito feminino conquistando o ouro e também no oito masculino com a terceira colocação. O técnico holandês Rene Mijnders ficou muito satisfeito com o resultado e pretende classificar mais quatro barcos na Regata Final Olímpica que acontece em Lucerna no próximo dia 20/05. 

Outros destaques na regata foram a conquista da primeira medalha internacional do Azerbaijão com o terceiro lugar de Natalya Mustafayeva no skiff feminino e o terceiro lugar do cubano Angel Fournier Rodriguez no skiff masculino. Vale ressaltar também o ouro da chinesa Xiuyun Zhang no skiff feminino. 

A raia do Lago Sava também recebeu a Regata Final de classificação para Londres das provas paraolímpicas e o Brasil se saiu muito bem! 

Abaixo colocamos o texto escrito pela Fabiana Beltrame no seu blog no site Donas da Bola sobre a participação brasileira no evento. 

"O Brasil classificou ontem, na I Copa do Mundo em Belgrado na Sérvia, mais três barcos para os Jogos Paralímpicos de Londres. Com isso, o país terá 100% de presença nas provas de remo, já que Cláudia Santos já estava classificada ao ficar na 5ª colocação no Campeonato Mundial de Bled no ano passado, na categoria ASW1x.

O segundo remador a conseguir a vaga, foi Luciano Luna de Oliveira, que junto com a vaga, conquistou sua primeira medalha de ouro  em Copas do Mundo.  A medalhista paralímpica de 2008 e campeã mundial de 2007, Josiane Lima, junto com seu novo parceiro Isaac Ribeiro na categoria TAMix2x, ficaram com a medalha de prata e também asseguraram a vaga para os Jogos. E último barco a se classificar foi o LTAMix4+, com os remadores Norma Moura, Andre Dutra, Luciano Pires e Regiane Silva timoneados por  Maurício  Abreu Carlosa, que conquistaram a medalha de prata, numa disputa muito acirrada, chegando a apenas 32 centésimos do terceiro colocado, África do Sul.

Parabéns aos atletas, agora é rumo a Londres!

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Double Masculino - A acirrada disputa entre os hemisférios

.04-maio-2012 - Publicamos agora o terceiro artigo da série sobre as 14 categorias do remo olímpico.

São necessários um barco, dois homens e quatro remos para formar um double masculino. Entretanto, é necessário muita força, muita coordenação e muita preparação psicológica para montar um double competitivo para uma olímpíada.

Essa prova foi disputada pela primeira vez nos jogos de 1904 em St. Louis nos EUA. O país sede ocupou os três lugares no pódio com John Mulcahy e William Varley levando o ouro. Essas foram as três primeiras medalhas das onze conquistadas pelos EUA fazendo com que esse país seja o líder no ranking de medalhas nessa categoria. Entretanto, os EUA não sobem no pódio desde os jogos de Los Angeles em 1984. 

Recentemente, a dupla eslovena com Luka Spik e Iztok Cop dominou o double masculino nas raias do remo de alto nível. A Eslovênia começou a competir como país a partir de 1992 e já ocupa  a nona colocação no ranking. Nos jogos de 1992 em Barcelona, Iztok Cop conquistou a primeira medalha olímpica para o seu país – um bronze no double.

Essa bem sucedida parceria iniciou em 1999 quando eles conquistaram o ouro na tradicional regata de St. Catherines no Canadá. A partir daí foram várias medalhas em diversas etapas da Copa do Mundo. Nos jogos de Sydney em 2000 a dupla levou o ouro desbancando o barco norueguês com Fredrik Bekken e Olaf Tufte.

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No início do  seguinte ciclo olímpico a dupla se separou e em 2004 voltaram a ativa para conquistar o segundo lugar no pódio em Atenas perdendo para excepcional dupla francesa com Adrian Hardy  e Sebastien Vielledent, atuais detentores do recorde mundial.

No período de 2004 até os jogos de Pequim em 2008, os eslovenos continuaram conquistando medalhas. Foram campeões do mundo em 2005 e 2007 e vices em 2006. Porém, alguns países corriam por fora. A Austrália levou o ouro em Pequim 2008 com David Crawshay e Scott Brennan que vinham de um sétimo lugar no mundial de 2007. A dupla eslovena terminou em sexto lugar.

A vitória Australiana aparentemente iniciava uma intensa batalha entre os dois hemisférios na hegemonia do double masculino nas raias. Porém, os Australianos foram ficando para trás e no mundial de 2011 não subiram no pódio.

Outro país do hemisfério sul e próximo da Austrália iniciava a sua escalada de vitórias no double. O quarto lugar da Nova Zelândia com Rob Waddell e Nathan Cohen nos jogos de Pequim foi o início da escalada kiwi. Cohen permaneceu como um forte componente no double. Ele fez uma dupla com Matthew Trott em 2009 para alcançar a quarta posição em Poznan. Em 2010 já com o novo parceiro Joseph Sullivan alcançou o topo do pódio repetindo a dose em 2011.

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Os neozelandeses são os francos favoritos para o ouro em Londres porém os países do hemisfério norte vão fazer de tudo para estragar a festa kiwi. Alemanha, Inglaterra e principalmente a França com Julien Bahain e Cedric Berrest, que estiveram no pódio em todos os mundiais do último ciclo olímpico, vão lutar muito pelo ouro. Os eslovenos Luka Spik e Iztok Cop também estarão na raia tentando participar da final A depois de 12 anos da sua primeira conquista olímpica.

Abaixo colocamos o quadro de medalhas olímpicas do double masculino.

Posição

País

Ouro

Prata

Bronze

Total

1a.Medalha

Última Medalha

1

EUA

6

3

2

11

1904

1984

2

União Soviética

4

2

1

7

1952

1988

3

Inglaterra

2

1

1

4

1936

2004

4

Australia

2

0

1

3

1956

2008

5

Noruega

1

3

0

4

1972

2000

6

França

1

1

2

4

1920

2004

6

Itália

1

1

2

4

1920

2004

8

Holanda

1

1

1

3

1968

1992

9

Eslovênia

1

1

0

2

2000

2004

10

Tchecoslováquia

1

0

2

3

1960

1980

10

Alemanha Oriental

1

0

2

3

1972

1980

12

Argentina

1

0

0

1

1952

1952

13

Alemanha

0

2

0

2

1932

1936

14

Suiça

0

1

2

3

1924

1988

15

Austria

0

1

1

2

1928

1992

15

Canada

0

1

1

2

1928

1932

15

Iugoslávia

0

1

1

2

1980

1984

18

Bélgica

0

1

0

1

1984

1984

18

Dinamarca

0

1

0

1

1948

1948

18

Estonia

0

1

0

1

2008

2008

21

Uruguai

0

0

2

2

1948

1952

22

Polônia

0

0

1

1

1936

1936

 

TOTAL

22

22

22

66

 

 

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2a. Regata FRERJ 2012

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27-abril-2012 - Na última 2ª. feira foi disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas a 2ª. Regata do Estadual Carioca de Remo. O C.R. Flamengo venceu mais uma regata com somente um ponto na frente do Botafogo F.R. . O C.R. Vasco da Gama terminou em terceiro e está tentando amenizar a crise no seu departamento de remo (veja artigo no blog RemaVasco aqui), mas pelo visto 2012 será mais um ano para ser esquecido na história do remo cruzmaltino. O C.R. Flamengo  fechou a regata com 5 ouros (a vitória no double infantil vale somente para a regata, não contando pontos para o campeonato). Vale ressaltar a bela performance da Fabiana Beltrame no skiff (veja aqui) e a do quatro-sem peso-leve que foi obrigado a descer a raia duas vezes seguidas pois na altura dos 1500m havia um pedalinho na raia obrigando o árbitro a cancelar a primeira descida (veja aqui). O Botafogo levou quatro ouros e mostrou na raia o excelente trabalho realizado pela atual diretoria e corpo técnico. A dupla Thiago e Sobral reinou no dois-sem peso leve (veja aqui), vale rever também a sensacional  levantada do 2com aspirante alvinegro (veja aqui) e  a vitória do oito peso-leve masculino que não deixou dúvidas da supremacia botafoguense nessa categoria (veja aqui).


Apesar da crise, o C.R. Vasco conseguiu quatro ouros (três válidos para o campeonato). A equipe cruzmaltina mostrou muita raça no double aberto (veja aqui). Essa era uma das provas mais esperadas e os argentinos Ariel e Rosso fizeram uma bela prova resistindo à levantada final do barco alvinegro com Macarrão e Ailson. No 4com Junior A, a guarnição cruzmaltina, de uniforme azul (a cor da esperança), mostrou muita categoria numa prova disputadíssima. Veja no vídeo – aqui – que na altura dos 1500m os barcos do Vasco e do Flamengo  disputavam lado a lado a liderança da prova. Foi um prazer rever as gêmeas masters  Kátia e Cláudia remando e vencendo na raia!


Abaixo colocamos as fotos e vídeos da regata, ressaltando que, graças à colaboração do Remo em Voga (veja a página no Facebook aqui), incluímos, em alguns vídeos,  a filmagem da chegada com uma tomada da arquibancada. O C.R. Flamengo lidera o campeonato com 135 pontos, seguido do Botafogo F.R. com 121 e o C.R. Vasco da Gama com 56 pontos. A 3ª. etapa do Estadual acontecerá no próximo  dia 24 de junho.

 

 

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Vídeo em Destaque

"Cocorocas" em Ação!

 

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Vídeo em Destaque
A luta pelo Estádio de Remo continua!

 

22-abril-2012 - Nessa entrevista realizada na TV Alerj com o Deputado Estadual Marcelo Freixo e o remador master do C.R. Piraquê e ex-presidente da FRERJ, Alessandro Zelesco, ambos comentam sobre a atual situação do Estádio de Remo na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro. Zelesco relembra a história do estádio nos últimos 20 anos. O local, que antes possuía um programa de formação de atletas de base para o remo (SUDERJ) e também atividades físicas gratuitas para as comunidades carentes, foi abandonado pelo poder público durante anos e depois privatizado para a criação de um shopping center e um complexo de cinemas. O deputado estadual e pré-candidato à prefeitura do Rio, Marcelo Freixo, lembra que o Rio de Janeiro, através do seu governador Sérgio Cabral e do seu prefeito Eduardo Paes se transformou em um grande balcão de negócios que privilegia algumas empresas. Principalmente empreiteiras como Delta, Odebrecht e Andrade Gutierrez. Por trás da empresa Glen, que atualmente possui a concessão do espaço do estádio de remo, há uma obscura empresa no Uruguai. Suspeita-se que por trás de tudo isso está a Rede Globo que futuramente pretende instalar-se no local.

Alessandro Zelesco lembra que a Glen violou diversas leis de tombamento daquele espaço. Uma das arquibancadas foi implodida na frente de um oficial de justiça que tentava entregar um documento que impedia legalmente tal fato. O objetivo dessa implosão foi viabilizar a instalação dos cinemas no local. Atualmente as pessoas ligadas ao remo são obrigadas a pagar estacionamento para poder usufruir de um espaço que historicamente foi público. Nos dias de regata as pessoas que participam da organização do evento são obrigadas a deixar seus veículos fora do estádio e trazer todo o material a pé. A seleção brasileira de Remo, às vésperas dos jogos de Londres, é obrigada a treinar nos remoergômetros debaixo de sol pois no local que supostamente deveria ser do remo não existe um centro de treinamento com salas refrigeradas.

Recentemente a Glen inaugurou uma casa de espetáculos no local e instalou chaminés de exaustão no meio da arquibancada principal. Um verdadeiro absurdo! O apoio de Marcelo Freixo é muito importante principalmente nesse momento que o processo que visa a recuperação do estádio para o esporte tramita no Supremo Tribunal de Justiça em Brasília. Essa é a instância final desse processo que se estende há quase 20 anos. Por isso é muito importante a mobilização de todos pois o STJ, como qualquer outro tribunal, sofre a influência da opinião pública nas suas decisões. Amanhã, dia 23/04 acontece uma manifestação no estádio após a realização da 2a. Regata do Campeonato Carioca, porém outras manifestações irão ocorrer nos próximos meses. O deputado Marcelo Freixo confirmou no final da entrevista que irá solicitar à comissão de esportes da Assembléia Legislativa do RJ a instauração de uma audiência pública para ouvir a sociedade civil e o estado sobre a situação do estádio.


Para conhecer maiores detalhes sobre o que aconteceu com o estádio de remo nas últimas duas décadas clique aqui.

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Revista Remo

20-abril-2012 - Clique na foto abaixo e curta mais um histórico exemplar da Revista Remo com os nossos campeões Sul Americanos no dois-com com Denis Marinho, Valter Hime e Manoel Thereso (tim.) na capa.

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Dois-sem Feminino – Um Romance Romeno

20-abril-2012 - Publicamos agora o segundo artigo da série pré Londres que irá cobrir as 14 categorias de barcos Olímpicos. O dois-sem é um barco difícil de equilibrar mas é usado por muitos remadores de palamenta simples na preparação para os barcos maiores.  Em muitos países são realizadas eliminatórias no dois-sem para compor as guarnições dos quatros e oitos .

Os maiores nomes do remo feminino estão ligados ao dois-sem como as canadenses Marnie Mcbean e Kathleen Heddle. Porém, os maiores talentos nesse barco indiscutivelmente são as Romenas.

A Romênia é o país de maior sucesso no dois-sem feminino. Georgeta Andrunache-Damian conquistou cinco medalhas de ouro  (três delas no dois-sem) e um bronze em três jogos olímpicos consecutivos – 2000, 2004 e 2008.

A história de Andrunache no remo é bem conhecida pelo povo romeno. Quando os olheiros apareceram em Botosani  (lugar de onde saiu a maioria das remadoras romenas), Andrunache foi selecionada inicialmente pelas suas características físicas. “Foi a amor à primeira vista pelo remo. Após  sete anos de carreira eu já estava remando na seleção Olímpica”.

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Georgeta Andrunache-Damian e Viorica Susanu comemoram o ouro em Pequim 2008

Andrunache é a quarta atleta de remo (incluindo os homens)  mais medalhada de todos os tempos e a segunda remadora ficando atrás apenas da alemã Kathrin Boron. A sua parceira no dois-sem na conquista de dois ouros foi Viorica Susanu. Susanu é outra atleta excepcional que ajudou a Romênia a dominar o dois-sem feminino nos anos 90. Em 2002, essas duas atletas, estabeleceram o recorde para essa categoria com o tempo de 6:53.80, que perdura até hoje. Ambas se aposentaram das raias depois dos jogos de Pequim e foram reconhecidas ao carregar a bandeira da Romênia na cerimônia de encerramento.

Quando o remo feminino se transformou em esporte olímpico em 1976 o dois-sem era uma das categorias incluída no programa. A Romênia terminou em 6º. lugar no dois sem feminino nos jogos de Montreal e estava prestes a iniciar sua hegemonia no barco nos anos oitenta. Rodica Arba levou o ouro nos jogos de 1984 e 1988 (com parceiras distintas).

Para os jogos de Londres o eixo do dois-sem feminino mudou bastante. O barco neozelandês com Juliette Haigh e Rebecca Scown é o favorito. A dupla acumulou títulos mundiais no último ciclo olímpico. Em 2011 ficaram atrás do barco inglês com Helen Glover e Heather Stanning a maior parte da prova ganhando a disputa na última remada. Vale a pena conferir essa briga na raia de Eton Dorney.

Apesar de ter perdido a hegemonia, o barco Romeno com Camelia Lupascu, 25 anos, e Nicoleta Albu, 23 anos,  deverá estar presente na final A.  Será a estréia dessas atletas em uma olimpíada e elas provavelmente irão dobrar no oito. Veja abaixo a final do dois-sem feminino no mundial 2011 em Bled na Eslovênia.

 

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Marcelo Freixo na ESPN

20-abril-2012 - O Pan foi superfaturado com 95% dos recursos públicos. Depois o Maracanã - reformado em 2007 e também superfaturado foi demolido em 2010. E ainda dizem que ele não vai servir para a Olimpíada. E quem são as empreiteiras? Delta, Odebrecht, Andrade Gutierrez...", disse Marcelo Freixo em entrevista ao jornalista Juca Kfouri, veiculada no dia 7/4 na ESPN. Ao denunciar as remoções ilegais e o descaso com o patrimônio cultural carioca, Freixo faz um alerta para os verdadeiros interesses por trás dessas iniciativas. Na ocasião,também conta sobre seu trabalho como consultor no filme Tropa de Elite 2, de José Padilha, e sobre as ameaças que o forçaram a deixar o país após presidir a CPI das Milícias. Assista aqui: 1º Bloco, 2º Bloco, 3º Bloco, 4º Bloco e 5º Bloco

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Charge em destaque

14-abril-2012 - ´Kiss` em inglês é beijo. Um beijo para Kissya, nossa mais nova revelação olímpica! Uma das atrações do Brasil nos Jogos de Londres e que inspirou o chargista Paulo Caruso.

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Dois sem - O barco das grandes e históricas rivalidades

.14-abril-2012 - O site oficial da FISA – worldrowing.com – está publicando uma série de artigos pré Londres comentando sobre as 14 categorias de barcos olímpicos, falando sobre suas histórias, as melhores guarnições e os melhores atletas. O primeiro dessa série é o dois-sem masculino, uma das categorias mais disputadas na história olímpica.

Historicamente, a Inglaterra é o país que mais venceu no dois-sem nos Jogos Olímpicos, Os ingleses conquistaram seis ouros, uma prata e um bronze desde 1900. A primeira medalha foi conquistada nos jogos de Londres de 1908 por John Fenning e Gordon Thompson. A lendária dupla com Matthew Pinsent e Steve Redgrave conquistou a última medalha de ouro em Atlanta 1996 vencendo a Austrália com Robert Scotte David Weightman e a França com Jean-Christophe Rolland e Michel Andrieux. Matthew Pinsent lembra da época do dois-sem com Steve Redgrave com muito carinho.

Em 2000, Redgrave e Pinsent passaram para o quatro-sem e deixaram todas as intensas disputas no dois-sem para trás. Ficaram boas lembranças...

“A rivalidade com os Australianos foi sempre muito forte. Com os alemães também. Era sempre muito duro na raia. Em Lucerna em 1994 a disputa contra os alemães Peter Hoeltzenbein e Thorsten Streppelhoff foi brutal. Remamos o tempo todo atrás e conseguimos vencer no final. Foi a prova mais dura da minha vida”, diz Pinsent.

Essa certamente não foi a última grande disputa no dois-sem masculino que o mundo iria testemunhar. Em 2000, aconteceu uma prova que muitos lembram e que é considerada até hoje uma as mais incríveis disputas de todos os tempos. Os franceses Andrieux e Rolland surpreenderam todos os adversários na altura dos 1500 mts. Iniciando uma levantada devastadora numa voga de 44 r.p.m. ultrapassando os lideres ingleses. Eles conseguiram manter a liderança apesar da forte reação no últimos metros do barco dos EUA com Edward Murphy e Sebastian Bea e também do barco Australiano com Matthew Long e James Tomkins. Veja o vídeo dessa prova abaixo.

 

Nos mundiais  anteriores à Sydney 2000 a dupla francesa ganhou um ouro e uma prata numa época de altíssima competitividade. Andrieux e Rolland venceram em 1997, a Alemanha em 1998 e a Austrália em 1999. Nenhuma guarnição conseguiu ficar no topo por muitos meses.

O início dos anos 2000 foram marcados novamente por Matthew Pinsent e o seu novo parceiro James Cracknell. A guarnição levou o ouro nos  mundiais de 2001 e 2002 sendo que em 2001 eles dobraram no dois-com e também conquistaram o lugar máximo no pódio. No mundial de 2002 em Sevilha, a dupla estabeleceu o recorde mundial com 6.14.27, tempo que prevalece até hoje.

Entretanto, a partir de 2003 o predomínio inglês no dois-sem foi  atropelado pelos Australianos James Tomkins e Drew Ginn. Eles venceram o mundial em Milão superando os croatas Niksa e Sinisa Skelin e os Sul Africanos Cech e Di Clemente. Os ingleses terminaram em um distante quarto lugar. Nos jogos de Atenas de 2004 os ingleses passaram para o quatro-sem.

Ginn e Tomkins levaram o ouro no dois-sem em Atenas 2004  com a Croácia e a África do Sul completando o pódio. Ginn recomeçou o novo ciclo olímpico com o seu novo parceiro – Duncan Free.

Free comentou: “Era tudo novo para mim quando começei a remar no dois-sem com Drew já que eu vinha da palamenta dupla. Era o recomeço que eu precisava.“

Nos anos seguintes, novos barcos apareceram. Os neozelandeses Nathan Twaddle e George Bridgewater começaram a brigar por um lugar no pódio e venceram o mundial de 2005.

Nos últimos jogos de 2008 em Pequim, Ginn e Free estavam no auge. Apesar da preocupação em relação à contusão de Ginn na coluna a vitória da dupla na raia de Shunyi foi arrasadora e a primeira para Duncan Free. “Cruzar a linha final foi um momento inesquecível. Nós fizemos uma bela prova ainda mais considerando o problema na coluna do Drew”.

A esperada disputa em Londres  entre a Inglaterra com Andrew Triggs Hodge and Peter Reed e a Nova Zelândia com Eric Murray e Hamish Bond infelizmente não irá acontecer, já que o técnico inglês, depois de perder 10 vezes nos últimos 3 anos, decidiu transferir os dois atletas ingleses para o quatro-sem. Assim, a vitória do barco neozelandês é talvez a maior barbada na raia de Eton em julho.

Além do barco kiwi, a disputa para as três posições no pódio serão entre os irmãos gregos Nikolaos e Apostolos Gkountoulas, os canadenses Calder e Frandsen que levaram a prata em Pequim 2008 e os italianos Lorenzo Bertini e Niccolo Mornati que habitualmente freqüentam o pódio. A Alemanha com Maximilian Munski e Felix Drahotta completam a provável raia da final A.

Free ressalta: “Atualmente o nível do dois-sem está muito alto. A Nova Zelândia está dominando a categoria e melhorando dia a dia”

Vale lembrar que na Eslovênia no mundial no ano passado a dupla kiwi ficou muito próxima de quebrar o atual recorde ao cruzar a linha de chegada com o tempo de 6:14.77.

Na última votação realizada no site a FISA, os amantes do remo votaram que o dois-sem kiwi é o barco com a maior possibilidade de quebrar o recorde mundial esse ano.

O dois-sem é um barco tradicional na história olímpica e propiciou grandes momentos e grandes provas. Muitas questões surgem às vésperas dos jogos de Londres. Os ingleses e os canadenses conseguirão um lugar no pódio? Os gregos conseguirão vencer os italianos? O dois-sem neozelandês conseguirá derrubar o atual recorde mundial? Respostas no próximo mês de julho na raia de Eton Dorney.

Você sabia?

A Eslovênia conquistou a sua primeira medalha olímpica de ouro no dois-sem em Barcelona 1992.

O dois-sem foi introduzido nos Jogos Olímpicos de 1904 em St.Louis nos EUA. O barco norte-americano venceu a prova.

Os EUA estão em segundo na Tabela Olímpica de Medalhas. Eles conquistaram a primeira medalha em 1904 e a última em 2000 com Murphy e Bea.

Um total de 63 medalhas foram conquistadas no dois-sem desde 1904: 22 ouros, 21 pratas e 20 bronzes.

Colocação

País

Ouro

Prata

Bronze

Total

Primeira Medalha

Última Medalha

1

 Inglaterra

 6

 1

 1

 8

 1908

 1996

2

Alemanha Oriental

 4

 0

 0

 4

 1968

 1980

3

EUA

 3

 4

 2

 9

 1904

 2000

4

 Australia

 2

 1

 1

 4

 1996

 2008

4

 Alemanha

 2

 1

 1

 4

 1928

 1992

6

 União Soviética

 1

 2

 0

 3

 1956

 1980

7

 França

 1

 1

 1

 3

 1924

 2000

7

Holanda

 1

 1

 1

 3

 1924

 1972

9

 Canadá

 1

 1

 0

 2

 1964

 2008

9

 Romênia

 1

 1

 0

 2

 1984

 1988

11

 Suiça

 0

 2

 1

 3

 1948

 1972

12

 Austria

 0

 1

 1

 2

 1956

 1960

12

Dinamarca

 0

 1

 1

 2

 1936

 1968

12

Nova Zelândia

 0

 1

 1

 2

 1932

 2008

15

Bélgica

 0

 1

 0

 1

 1952

 1952

15

Croácia

 0

 1

 0

 1

 2004

 2004

15

 Espanha

 0

 1

 0

 1

 1984

 1984

18

 Argentina

 0

 0

 1

 1

 1936

 1936

18

Finlândia

 0

 0

 1

 1

 1960

 1960

18

Itália

 0

 0

 1

 1

 1948

 1948

18

 Noruega

 0

 0

 1

 1

 1984

 1984

18

 Polônia

 0

 0

 1

 1

 1932

 1932

18

 Eslovênia

 0

 0

 1

 1

 1992

 1992

18

África do Sul

 0

 0

 1

 1

 2004

 2004

18

 Alemanha Ocidental

 0

 0

 1

 1

 1976

 1976

18

 Iugoslávia

 0

 0

 1

 1

 1988

 1988

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A confusa edição de 2012 da Oxford-Cambridge deixou dúvidas sobre a segurança nos jogos de Londres

11-abril-2012 - O desfecho da 158.ª edição da Boat Race, regata entre Oxford e Cambridge, neste sábado, levantou mais dúvidas com relação à segurança dos Jogos Olímpicos de Londres. Isso porque um ativista pulou no rio Tâmisa, nadou até a raia, entrou deliberadamente na rota dos remadores, e paralisou um dos eventos esportivos mais tradicionais do mundo.

A preocupação maior se dá porque o protesto não foi algo orquestrado. Ao que tudo indica, um cidadão britânico, Trenton Oldfield, de 35 anos, decidiu sozinho protestar contra o elitismo e se jogou no rio para atrapalhar a competição. Com isso, crescem os temores que as milhões de pessoas que acompanharão as provas olímpicas em Londres tomem individualmente atitudes semelhantes.

O presidente do Comitê Olímpico Britânico e membro do comitê organizador dos Jogos de Londres, Colin Moynihan, classificou de "idiota" a atitude de Oldfield, mas revelou preocupação com outros "idiotas" durante a Olimpíada. Aproveitou também para justificar os estratosféricos gastos com segurança.

"É por isso que todas as medidas de segurança precisam ser implementadas, para minimizar a chance de isso acontecer. Você nunca pode removê-la completamente, mas pode fazer todo o possível para proteger os atletas, minimizando as chances", disse Moynihan.

O temor maior da organização dos jogos é nas provas abertas, casos do remo, da maratona aquática, da maratona e do ciclismo de estrada. Uma invasão já marcou o fim dos Jogos de Atenas, em 2004, quando o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro da Silva, que liderava a prova, foi agarrado pelo padre irlandês Cornelius Horan, que furou a barreira policial sem dificuldades e se jogou sobre o corredor. O brasileiro perdeu tempo, foi ultrapassado, e acabou com o bronze olímpico.

Meia-hora depois da confusão a regata teve uma nova largada e o drama continuou. Um choque entre os remos das duas guarnições provocou a quebra do remo do contra-voga de Oxford que completou a prova com sete remadores. O juiz interpretou que no momento da colisão Oxford cometeu uma infração ao invadir o espaço da guarnição adversária e não interrompeu a prova. A vitória de Cambridge estava assegurada. Apesar da desvantagem, Oxford não se entregou e lutou até o final. O preço foi o colapso do proa que desmaiou ao cruzar a linha de chegada e deixou todos preocupados ao ser encaminhado para o hospital. Não havia clima para a cerimônia de premiação que foi suspensa.

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Um dos remos do oito de Oxford quebra e facilita a vitória de Cambridge na 158º. edição do mais famoso desafio entre oitos.

Veja o vídeo da prova abaixo

 

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Foto em destaque

Assim fica fácil!

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. A Oxford-Cambridge 2012 foi interrompida por um nadador

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07-abril-2012 - Cambridge venceu hoje a 158a. edição da mais tradicional regata a remo entre oitos do mundo. A regata foi interrompida na metade depois de mais de 10 minutos de disputa quando um nadador eventual ficou entre as duas guarnições. A regata foi reiniciada 31 minutos depois. Cambridge confirmou a vitória depois que, na metade da prova, um dos remos do barco de Oxford partiu ao meio. O timoneiro de Oxford solicitou uma nova largada já que, segundo ele, após o adiamento da prova, o Rio Tâmisa ficou muito marolado. Os juízes não acataram o seu pedido. A última vez que a regata Oxford-Cambridge havia sido interrompida foi em 2001 quando os barcos se tocaram e um dos atletas perdeu o remo.

Clique aqui para visitar o site oficial do evento.

Veja abaixo o vídeo com o momento em que o nadador aparece entre os dois barcos!

 

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Foto em destaque

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Vídeos em Destaque - Abril 2012

Esporte Interativo - Com vaga olímpica e parceira definidas, Fabiana Beltrame mira Londres

 


Jornal do .

Onde está o dinheiro?

Há pouco mais de três meses do início dos Jogos Olímpicos de Londres, a participação de vários atletas brasileiros está ameaçada pela falta de patrocínio. Felipe Fuzaro ganhou a Copa América de tiro e uma vaga nos jogos, mas não tem patrocínio suficiente para se dedicar só ao esporte. As meninas do nado sincronizado estão na mesma situação. Nas Olimpíadas de Pequim, Lara e Nayara ficaram entre as 15 melhores do mundo. Nos últimos anos, cada uma sobreviveu com R$ 1.000 por mês. Agora conseguiram um patrocínio que vai elevar o salário R$ 3.000, mas só até a Olimpíada de Londres. Alberto Murray afirma que o Comitê Olímpico Brasileiro recebeu quase R$ 1 bilhão em dinheiro público nos últimos dez anos, mas a burocracia interna impede a ajuda a vários atletas.

 

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Notícias do Remo Internacional
Março 2012

Duncan Free corre o risco de não carimbar o passaporte para Londres

.Depois de toda a recuperação após o acidente sofrido em maio do ano passado quando pedalava na Golden Coast, o lendário remador australiano Duncan Free corre o risco de não participar dos jogos em Londres. Há alguma semanas Duncan vem sentindo uma contusão em uma cartilagem entre as costelas e o esterno. No último dia 23/03 aconteceram as eliminatórias que definiram as guarnições australianas que irão para Londres. Duncan, que iria remar no quatro-sem, ficou de fora. O treinador-chefe da seleção Australiana de palamenta simples declarou, “Não iremos atuar como na natação onde quem não participa das eliminatórias está sumariamente cortado”. Dificilmente ele conseguirá manter o seu lugar no quatro-sem. A esperança é aproveitá-lo em alguma outra guarnição. “Estou realmente preocupado pois preciso de pelo menos três semanas para me recuperar. É muito frustrante pois  eu progredi muito desde que quebrei o fêmur no acidente de bicicleta no ano passado”, declarou Duncan.

Artigo Relacionado

Duncan Free - O Renascimento de uma lenda


A Nova Zelândia monta equipe para Londres com nove campeões mundiais

.A Rowing New Zealand anunciou sua equipe de remo para Londres 2012 com 26 atletas e 11 guarnições com a possibilidade de acrescentar mais 13 atletas e duas guarnições após o pré olímpico.

O singlista Mahe Drysdale (ao lado) vai brigar pelo ouro no skiff masculino após conquistar a terceira colocação em Pequim 2008. O dois-sem masculino com Hamish Bond e Eric Murray, que não deu trégua ao dois-sem inglês nos últimos anos, é favorito para conquistar a sua primeira medalha de ouro. Outro nomes que devem ser observados são os de Juliette Haigh e Rebecca Scown no dois-sem feminino e Nathan Cohen e Joseph Sullivan no double masculino. Emma Twigg, medalha de bronze nos mundiais de 2010 e 2011, está confirmada no skiff feminino. Fi Paterson e Anna Reymer, bronze na Eslovênia no ano passado, estão confirmadas no double feminnino e tem a missão de manter a tradição do ouro neozelandês nas duas últimas edições dos jogos olímpicos.

 

 


Sir Steve Redgrave: O remo inglês promete brilhar na raia de Eton Dorney

.O mais famoso remador inglês, Sir Steve Redgrave, confirma que a equipe de remo que irá disputar os jogos em casa é a melhor que o país já teve. Depois de ficar oito anos sem conquistar uma medalha, a seleção inglesa de remo conquistou pelo menos uma em cada edição dos jogos desde 1984. Redgrave confirma que a seleção de 2012 é melhor do que aquela que competiu em Sydney em 2000 onde ele conquistou a sua quinta medalha de ouro consecutiva. “As pessoas acham até hoje que a equipe de Sydney era a melhor de todos os tempos. Nós ganhamos dois ouros e uma prata em Sydney. Em Pequim nós ganhamos dois ouros, duas pratas e dois bronzes. Eu tenho certeza que o time de Londres 2012 é melhor do que todos os anteriores. A nossa expectativa é conquistar um total de oito medalhas. Eu apostaria em cinco ouros. Além do  quatro-sem masculino temos chances no double masculino, no dois-sem feminino, no double peso-leve masculino e no quatro-sem peso-leve.

Em 1908, nos jogos que também aconteceram em Londres, a  Inglaterra obteve 56 medalhas (em todas as modalidades esportivas). O melhor resultado desde então foi em Pequim com 19 medalhas. “Creio que em 2012 podemos superar as 20 medalhas. O cicilismo deverá ser o nosso melhor esporte, seguido do remo e da vela”, aposta Sir Steve Redgrave.

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Vídeo: 25-março-2012 -- Fabiana Beltrame e Luana Bartholo conquistam a vaga olímpica no Double Peso-Leve no Pré-Olímpico no Tigre, Argentina.

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Carioca 2012

1a. Regata da FRERJ

19-março-2012 - Abaixo colocamos os vídeos e as fotos da 1a. Regata da FRERJ realizada no dia 18/03. O C.R. Flamengo dominou a regata conquistando sete vitórias em nove provas disputadas. Vale ressaltar a participação do Vasco em apenas quatro provas e sem nenhuma vitória. O José Carvalho do Blog Rema Vasco explica a atual crise cruzmaltina em dois artigos. "Vasco participou apenas de quatro provas"; "Vasco começa estadual com diversos problemas".

 

 

 

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Memorabilia

Revista Remo

19-março-2012 - Com a colaboração do Prof. Celso da Escola Naval conseguimos resgatar alguns exemplares da Revista Remo e iremos publicar (no formato PDF) ao longo desse ano esse excelente material que circulou entre o final dos anos 70 e meados dos anos 80. O primeiro exemplar a ser publicado é a edição nr. 10 de 1984, que traz na capa os irmãos Carvalho remando no dois-sem que havia sido campeão Panamericano no ano anterior.

Alguns destaques desse exemplar: Tabela de handicaps entre os diversos tipos de barcos; Buck tem tudo para ganhar uma medalha em Los Angeles; Arnaldo trabalha com os ensinamentos de Nielsen; Regulagem de Barcos; Ouro do Remo no Pan; Regatas Pré-Olímpicas no lago Casitas. Clique na foto abaixo e desfrute!

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Artigo Técnico

Alonga a remada na proa!

.11-março-2011 - Você está com uma remada curta na proa? Está cansado de escutar o seu técnico gritar “abre a remada”? Está descontente pelas regulagens que te obrigam a remar como se você tivesse 2 mts. de altura?

Os técnicos em geral pegam no pé dos remadores que remam curto e os obrigam a alongar a remada. Forçar o alongamento da remada é um caminho, mas com um grande risco de lesão. Outras estratégias incluem baixar a altura do finca-pé, alterar a regulagem da braçadeira e do remo, etc... Para aumentar o tamanho da remada muitos remadores tentam deixar os ombros, tronco ou ambos o mais inclinado possível no momento da pegada.

Enquanto todas essas opções ou uma combinação delas podem parecer. efetivas, isoladamente elas não têm nenhum efeito no longo prazo. Cabe ressaltar que essas soluções de “última hora” podem expor os atletas a sofrer alguma lesão. Uma solução mais efetiva e de longo prazo para aumentar o tamanho da remada é determinar os déficits de força e de flexibilidade do atleta desenvolvendo e implementando um programa individual de correção. Regulagens - porém temporárias - na braçadeira podem ajudar durante o programa de correção.

O tamanho da remada é definida basicamente por duas coisas: força e flexibilidade. Quando essas duas coisas estão equilibradas, o atleta pode passar para uma posição mais forte e mais longa com menos esforço. Outros fatores também influenciam o tamanho da remada: tamanho dos braços, tamanho das pernas e tamanho do tronco. Esses fatores anatômicos não podem ser alterados. Treinadores e atletas utilizam o recurso de mexer nas braçadeiras e nos trilhos para uniformizar a remada da guarnição. Esse recurso utilizado de forma isolada visando a correção dos déficits de força e de flexibilidade não é a melhor opção no longo prazo.

.Quando a remada é pequena,  os remadores tentam alongá-la esticando os ombros na pegada (essa é a técnica mais ensinada), inclinando o tronco (a melhor opção) ou ambas. Essas técnicas podem aumentar o tamanho da remada, porém como esses atletas são mais fracos eles terão que fazer mais força na pegada na proa e estarão mais propensos a sofrer alguma lesão. Esses atletas em geral tocam o carrinho nos seus calcanhares na pegada na proa, com os joelhos ultrapassando o ângulo vertical com a articulação do tornozelo. A relação entre o ombro e a base do tronco deve ser definida no início da ida à proa. Uma vez definida essa relação ela não pode ser alterada até a pegada e também na primeira metade da puxada. Mais uma vez, remadores que utilizam a estratégia do ombro para aumentar o tamanho da remada (visando compensar seus déficits de força e flexibilidade), terão uma remada com menos potência e terão uma maior chance de ficarem contundidos. Inclinar a base do tronco na pegada uma vez que a relação ombro-tronco foi estabelecida é a melhor forma para aumentar o tamanho da remada e a força principalmente quando essa inclinação do tronco vem de uma melhora na força e na flexibilidade do atleta. As mudanças na regulagem e a redução da altura do finca-pés podem aumentar o tamanho da remada, porém esses recursos reduzem a força horizontal da remada. - Bob Kaehler participou de três olimpíadas e foi quatro vezes campeão mundial. Ele possui uma coluna no site row2k.

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08 de março- Dia Internacional da Mulher
Homenagem do C.R. Piraquê

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Vídeo em destaque

Comercial da VW - Parati GT 2000 16V - 1997

 

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Remo Oceânico

John Fairfax -- . 1937 - . 2012

A Incrível História do primeiro remador a cruzar o Atlântico em solitário

.28-fevereiro-2012 - Ele foi expulso do grupo de escoteiros quando tinha 9 anos por disparar um revolver contra os companheiros. Aos 13 anos ele fugiu para a Amazônia e virou caçador. Aos 20, ele aprendeu a velejar e se tornou um pirata, contrabandeando armas, uísque e cigarros .

Aos 32, John Fairfax foi o primeiro remador a cruzar o Atlântico em solitário.

“Foi uma batalha contra a natureza – primitiva e cruel ”, declarou ele na época.

No começo de fevereiro ele sofreu um ataque cardíaco fatal aos 74 anos na sua casa na Flórida.

A sua morte gerou um dos obituários mais interessantes dos últimos tempos.

A ex-namorada de John, Sylvia Cook, fez história com ele ao participar da segunda travessia oceânica no Pacífico, sendo na época a primeira mulher a realizar tal façanha.

“Eu não posso crer que John tenha falecido “, comentou Sylvia na sua casa em Epson, Surrey, na Inglaterra.

Sylvia, agora com 73 anos, que se transformou em uma aprendiz depois da. sua longa travessia de 8.000 milhas que durou quase um ano, acrescenta:  “Todos achávamos que nós fôssemos primeiro que John”. A esposa de John, Tifanny, comentou: “Eu achava iria até o final com ele, mesmo empurrando-o numa cadeira de rodas. Acho que todos que o conheceram pensavam a mesma coisa. Ninguém é imortal, mas pensávamos que no caso de John era diferente”.

Sylvia conheceu John em 1969 no ínício do projeto para cruzar o Atlântco. Ele colocou um anúncio no jornal na tentativa de conseguir um patrocinador.  Sylvia confirma: “Achei a idéia fantástica. Resolvi responder e me colocar à disposição dele. Nós conversamos um pouco, eu não estava interessada no mar e sim no remo pois naquela época praticava o esporte em nível de competição e a idéia de cruzar o Atlântico me pareceu fantástica. O seu charme me conquistou, tenho que admitir. Eu o ajudei no projeto escrevendo cartas e realizando ligações telefônicas.  John era uma pessoa especial onde qualquer projeto parecia ser possível.  Eu acho que era pelo fato de ter sido uma criança muito mimada e tudo tinha que acontecer do jeito que ele queria. Ele estipulava metas e desafios e tinha a capacidade de atrair outras pessoas para a realização desses desafios."

.John nasceu em maio de 1937. Sua mãe era Búlgara e o pai inglês, funcionário da BBC. John encontrou com o pai uma única vez e admite ter sido uma criança mimada. “Nós tínhamos dinheiro, e eu conseguia tudo o que eu queria. O que me faltou foi a figura paterna. Isso me transformou em um fedelho teimoso ”

A mãe de John decidiu que fazê-lo escoteiro poderia preencher essa lacuna da falta do pai. Os escoteiros italianos instigaram em John a paixão pela natureza. Porém, tudo terminou quando ele começou a discutir com outro escoteiro. “Eu sabia onde ficava guardada a arma do nosso líder. Eu comecei a atirar dentro da cabana onde os meninos dormiam. Foi um milagre eu não ter matado ninguém”. O incidente marcou o fim da carreira de John como escoteiro mas não sua paixão pela aventura.  Depois desse incidente  ele mudou com a mãe para a Argentina. Pouco tempo depois, aos 13 anos, ele decidiu ir para a Amazônia. “Eu queria ir para a selva e viver como o Tarzã”.

John se tornou um hábil caçador. Ele retornou para Buenos Aires vendendo as. peles dos animais que ele abateu. Nessa época, ele leu a história de dois noruegueses que atravessaram o Atlântico a remo em 1896 e ficou atraído pela aventura. “Eu sabia que um dia iria fazer a mesma coisa, porém em solitário. Só não sabia quando.”

Ele levou 15 anos para concretizar o seu projeto. Antes disso, ele teve a sua primeira decepção amorosa que quase o levou a cometer suicídio. Ele se apaixonou por uma jovem de 20 anos e ficou tão abalado quando ela o abandonou que decidiu retornar à floresta para ser atacado por um jaguar. Quando o animal se aproximou, o instinto falou mais alto e ele, que estava armado, disparou contra o animal.

.Depois de três anos como pirata e contrabandista, ele se mudou para Londres em 1966 e iniciou os preparativos para tornar o seu sonho realidade. Ele contratou Sylvia e trabalhou como lavador de pratos em um restaurante para pagar as despesas.

Ele sabia que tinha que estar em forma e começou uma rotina de exercícios diários que consistiam em duas milhas de corrida, duas horas de natação, levantamento de pesos e quatro horas de remo no lago Serpentine em Hyde Park.

No dia 20 de janeiro de 1969 John zarpou com o seu barco a remo, o Britannia.

Foi uma dura e louca batalha. Ele encarou ondas com mais de 5 metros e tubarões. Incluindo um que o atacou e que ele conseguiu abater para aumentar o estoque de comida no barco.

Ele conseguiu cumprir a façanha chegando na Florida no dia 19 de julho de 1969, tendo percorrido aproximadamente 5.000 milhas..

Uma das primeiras coisas que ele declarou quando chegou foi: “Na próxima vez, vou levar uma garota”. Quando John decidiu cruzar o Pacífico, Sylvia sabia que ela seria a escolhida: “A minha vida era muito normal. Eu não encarava nenhum desafio. Nem pela experiência de um acampamento eu tinha passado.Se eu não encarasse aquele desafio certamente ficaria  arrependida”.

O casal zarpou de São Francisco no dia 26 de abril de 1971. Sylvia enjoou nos primeiros oito dias e pensou que iria morrer.  Depois ela se acostumou e desfrutou da companhia de golfinhos e tubarões e ancorava em paraísos intocáveis.

“Não foi fácil. Eu estava sempre molhada e fiquei com feridas provocadas pela água salgada".

John foi mordido por um tubarão no braço depois de arpoá-lo. Depois o rádio quebrou cortando o contato da dupla com o continente. Todos pensavam que eles estavam perdidos no oceano.

.Enfim, depois de 363 dias na Ilha de Hayman, perto da costa Australiana, eles finalmente chegaram. “Foi uma deliciosa sensação de missão cumprida”, diz Sylvia. 

A dupla passou um tempo na Austrália e nos EUA, antes de Sylvia decidir retornar para a Inglaterra. Eles brigaram pois ela queria ter filhos e ele não. Ele ficou nos EUA e se casou com Tiffany .

Sylvia teve um filho – Martin – hoje com 33 anos. Ela nunca deixou de admirar o grande aventureiro John. “Ele era um homem maravilhoso. Duvido que apareça outro como ele”.

O que mudou nas últimas décadas?

Muita coisa mudou no remo oceânico desde a façanha de John Fairfax há mais de 40 anos. O recorde da travessia a remo do Atlântico em solitário é hoje de 40 dias contra os 182 dias de John.  As travessias são realizadas em forma de competição com vários barcos largando ao mesmo tempo e com um apoio de um navio. A largada é nas Ilhas Canárias e a chegada em Barbados.

A tecnologia é também completamente diferente. Todos os barcos possuem telefone por satélite, os remadores podem escutar música e ler livros nos seus iPods e comer refeições especiais que são mais leves para carregar e mais fáceis de preparar. O Atlântico é hoje uma importante via de navios cargueiros, assim no caso de algum problema é possível estabelecer contato facilmente.

Remadora solitária nos três oceanos, Roz Savage conhece muito bem as diferenças da época de John Faifax e os dias de hoje.  Roz que usa suas travessias oceânicas para chamar a atenção do problema ambiental , escreveu recentemente no seu blog. “Quando John Fairfax remava nos oceanos há 40 anos atrás, a população de tubarões nos oceanos era cinco vezes  maior. A destruição da cadeia alimentar oceânica devastou a população de tubarões. John relatou diversos casos de ataques de tubarões e especialmente um caso envolvendo um tubarão branco. Hoje ele dificilmente esbarraria em algum tubarão".

.“O primeiro navio com containers navegou nos oceanos em 1956, dez anos antes da primeira travessia de John. Hoje existem aproximadamente  50.000 desses navios transportando desde carros até kiwis. Estima-se que um navio desse polui mais que 50 milhões de carros devido ao seu enorme peso e a baixa qualidade do combustível utilizado. Quando John Fairfax remou com Sylvia Cook, a indústria de plásticos estava nos seus primórdios. Hoje estima-se que existam mais de 3,5 milhões de toneladas de plástico flutuando no Pacífico Norte. Esse plástico emite produtos químicos tóxicos como o BPA e está matando a vida marinha aos poucos".

A grande coincidência

.O local onde John Fairfax tocou terra na Florida após cruzar o Atlântico era bem próximo de Cabo Canaveral, de onde partiu para conquistar a Lua, também em 1969, a Apolo 11. Curiosamente as duas façanhas ocorreram praticamente juntas. Essa incrível coincidência levou aos astronautas da Apolo 11 a escrever uma carta a John Fairfax:

" Para John Fairfax

Nós da Apolo 11 queremos somar nossos cumprimentos a todos aqueles que você já deve ter recebido pela sua ousada e corajosa façanha de cruzar sozinho o Atlântico. Nós que navegamos sobre o que o Presidente Kennedy uma vez chamou de "O novo Oceano do Espaço" temos a satisfação de prestar nossas homenagens ao homem que, sem a ajuda de ninguém, conquistou o temível oceano de água. Achamos uma formidável coincidência que você tenha terminado a sua árdua aventura aqui na Terra em um lugar muito próximo daquele que partimos para a conquista da Lua e que você tenha chegado ao seu destino quase ao mesmo tempo que nós chegávamos ao nosso. Entretanto, a sua conquista foi um feito de um único indíviduo engenhoso, enquanto que nós dependíamos da ajuda de milhares de trabalhadores dedicados nos EUA e ao redor do mundo. Como companheiros exploradores, nós o saudamos nesse grande momento.

Astronautas da Apolo 11

Neil Armstrong
Michael Collins
Edwin A Aldrin Jr.

"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir!" (Amyr Klink)

Artigos Relacionados

Leia aqui um artigo (em inglês) no site da Ocean Rowing Society contando a história de John Fairfax com mais detalhes

YouTube - Entrevista com John Fairfax em 1969 - Duração 12:35s

YouTube - O Britannia retorna a Cowes - 2008 - Duração 5:26s

Remadora Inglesa dedica seis anos da sua vida cruzando sozinha três oceanos

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Foto em Destaque

O que os masters realmente fazem!

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Clube de Regatas Piraquê - Versão WAP

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