Foto em Destaque Assim era o nosso Estádio de Remo... Torcida do Flamengo em Regata no ano de 1970 (acervo pessoal remador Bancov)
Double Feminino – O barco das mulheres versáteis 13-maio-2012 - Publicamos agora o quarto artigo da série sobre as 14 categorias olímpicas que irão participar dos jogos olímpicos em Londres. Passaram pelo double feminino nomes consagrados no remo mundial como a alemã Katrin Boron, a canadense Marnie McBean e também a atleta que conquistou o maior número de medalhas na história do remo, a romena Elisabeta Lipa. Não podemos deixar de ressaltar também as gêmeas neozelandesas Caroline e Georgina Evers-Swindell. O double feminino é um evento olímpico desde 1976 em Montreal quando as mulheres estrearam nos jogos. As búlgaras Svetla Otzetova e Zdravka Yordanova foram as primeiras mulheres a conquistar o primeiro ouro olímpico na categoria e também o primeiro ouro para a Bulgária no remo. Ambas estão envolvidas no esporte até hoje. Otzetova como diretora de eventos da FISA e Yordanova como membro do comitê olímpico búlgaro. Nos jogos de 1984 surgiu a super atleta romena Elisabeta Lipa. Ela conquistou a sua primeira medalha de ouro olímpica – de uma série de cinco – remando no double com Mariora Popescu. Vale lembrar também que na final do double feminino dos jogos de Los Angeles, a famosa sculler canadense Silken Laumann terminou em terceiro remando com a sua irmã, Daniele. Kathrin Boron ganhou o seu primeiro ouro olímpico na sua estréia remando no double nos jogos de 1992 junto com Kerstin Koppen. A dupla alemã não perdoou o favoritismo de Elisabeta Lipa que terminou em segundo. Em Barcelona, Lipa participava da sua terceira olimpíada e conquistava a sua quinta medalha. Em Atlanta em 1996, a estrela da canadense Marnie McBean continuava a brilhar. Ela havia conquistado dois ouros no oito e no dois-sem nos jogos de Barcelona. Com a mesma parceira do dois-sem - Kathleen Heddle – ela fez a transição da palamenta simples para a dupla e conquistou o ouro em Atlanta! Kathrin Boron, que passou o ano de 1996 acumulando ouros no four-skiff, retornou ao double em Sydney e faturou mais um ouro olímpico com a parceira Jana Thieme. A partir daí começou a era das gêmeas neozelandesas Caroline e Georgina Evers-Swindell. Depois da não classificação para os jogos de Sydney elas brilharam ao longo de 2001 ficando em segundo lugar no mundial atrás apenas de Boron e a sua parceira Kerstin Kowalski. As neozelandesas seguiram a sua escalada até o topo do pódio olímpico em Atenas 2004.
A dupla foi a única a conseguir o bicampeonato olímpico na história do double feminino olímpico. Em 2008 elas venceram, numa prova duríssima, as alemãs por uma diferença de 1/100 seg. Elas se aposentaram após Pequim abrindo espaço para uma nova geração. Veja abaixo o vídeo dessa prova.
Essa liderança começou com a sculler inglesa, Katherine Grainger. Depois de competir no four-skiff em Pequim, Katherine passou para o skiff e em seguida para o double com Anna Watkins em 2010. Essa combinação se mostrou imbatível desde então. Elas são as francas favoritas em Londres e podem se transformar nas primeiras inglesas a conquistar o ouro nessa categoria. As maiores competidoras das inglesas serão as australianas e as neozelandesas. No mundial do ano passado, as australianas Kim Crow e Kerry Hore terminaram em segundo e as neozelandesas Fiona Paterson e Anna Reymer em terceiro.
Você sabia? . A Alemanha é o país que mais conquistou medalhas olímpicas no double feminino. . 10 países participarão nos jogos de Londres no double feminino. . Na escalada para os jogos de Pequim em 2008 o barco chinês era o favorito. Elas terminaram em quarto lugar.
Tabela de Medalhas Olímpicas - Double Feminino
1a. Etapa da Copa do Mundo 2012 08-maio-2012 - A Samsung World Rowing Cup (1ª. Etapa da Copa do Mundo) foi disputada esse ano em Belgrado na Sérvia. O domínio inglês foi absoluto com 12 medalhas nas 14 categorias olímpicas disputadas. Na contagem geral de pontos a Inglaterra ficou com 79; 32 pontos a frente da Alemanha, segunda colocada A Inglaterra conquistou quatro ouros – no double feminino com Katherine Grainger e Anna Watkins; no dois-sem feminino com Heather Stanning e Helen Glover; no qutro-sem masculino com Tom James, Alex Gregory, Pete Reed and Andrew Triggs Hodge e no double peso-leve masculino com Mark Hunter e Zac Purchase. Somando as seis medalhas de prata e os dois bronzes ficou bem claro qual o país favorito para os jogos de Londres. O quatro-sem inglês, considerado o principal barco da equipe masculina de palamenta simples, conta agora com dois reforços de peso. Pete Reed e Andrew Triggs Hodge saíram do dois-sem após várias derrotas para o barco da Nova Zelândia nas últimas três temporadas e tentarão manter a tradição inglesa do ouro olímpico. A Alemanha conquistou três ouros no dois-sem masculino, no double masculino e no oito masculino onde conseguiu, a duras penas, manter a sua hegemonia. O barco alemão sofreu uma dura pressão do barco inglês. Veja o vídeo dessa prova abaixo.
A disputa no dois sem entre o barco alemão e o barco grego também foi espetacular. Veja o vídeo dessa prova abaixo.
A Holanda, que terminou em terceiro na contagem geral com 33 pontos, saiu-se bem no oito feminino conquistando o ouro e também no oito masculino com a terceira colocação. O técnico holandês Rene Mijnders ficou muito satisfeito com o resultado e pretende classificar mais quatro barcos na Regata Final Olímpica que acontece em Lucerna no próximo dia 20/05. Outros destaques na regata foram a conquista da primeira medalha internacional do Azerbaijão com o terceiro lugar de Natalya Mustafayeva no skiff feminino e o terceiro lugar do cubano Angel Fournier Rodriguez no skiff masculino. Vale ressaltar também o ouro da chinesa Xiuyun Zhang no skiff feminino. A raia do Lago Sava também recebeu a Regata Final de classificação para Londres das provas paraolímpicas e o Brasil se saiu muito bem! Abaixo colocamos o texto escrito pela Fabiana Beltrame no seu blog no site Donas da Bola sobre a participação brasileira no evento. "O Brasil classificou ontem, na I Copa do Mundo em Belgrado na Sérvia, mais três barcos para os Jogos Paralímpicos de Londres. Com isso, o país terá 100% de presença nas provas de remo, já que Cláudia Santos já estava classificada ao ficar na 5ª colocação no Campeonato Mundial de Bled no ano passado, na categoria ASW1x. O segundo remador a conseguir a vaga, foi Luciano Luna de Oliveira, que junto com a vaga, conquistou sua primeira medalha de ouro em Copas do Mundo. A medalhista paralímpica de 2008 e campeã mundial de 2007, Josiane Lima, junto com seu novo parceiro Isaac Ribeiro na categoria TAMix2x, ficaram com a medalha de prata e também asseguraram a vaga para os Jogos. E último barco a se classificar foi o LTAMix4+, com os remadores Norma Moura, Andre Dutra, Luciano Pires e Regiane Silva timoneados por Maurício Abreu Carlosa, que conquistaram a medalha de prata, numa disputa muito acirrada, chegando a apenas 32 centésimos do terceiro colocado, África do Sul. Parabéns aos atletas, agora é rumo a Londres!
Double Masculino - A acirrada disputa entre os hemisférios
São necessários um barco, dois homens e quatro remos para formar um double masculino. Entretanto, é necessário muita força, muita coordenação e muita preparação psicológica para montar um double competitivo para uma olímpíada. Essa prova foi disputada pela primeira vez nos jogos de 1904 em St. Louis nos EUA. O país sede ocupou os três lugares no pódio com John Mulcahy e William Varley levando o ouro. Essas foram as três primeiras medalhas das onze conquistadas pelos EUA fazendo com que esse país seja o líder no ranking de medalhas nessa categoria. Entretanto, os EUA não sobem no pódio desde os jogos de Los Angeles em 1984. Recentemente, a dupla eslovena com Luka Spik e Iztok Cop dominou o double masculino nas raias do remo de alto nível. A Eslovênia começou a competir como país a partir de 1992 e já ocupa a nona colocação no ranking. Nos jogos de 1992 em Barcelona, Iztok Cop conquistou a primeira medalha olímpica para o seu país – um bronze no double. Essa bem sucedida parceria iniciou em 1999 quando eles conquistaram o ouro na tradicional regata de St. Catherines no Canadá. A partir daí foram várias medalhas em diversas etapas da Copa do Mundo. Nos jogos de Sydney em 2000 a dupla levou o ouro desbancando o barco norueguês com Fredrik Bekken e Olaf Tufte.
No início do seguinte ciclo olímpico a dupla se separou e em 2004 voltaram a ativa para conquistar o segundo lugar no pódio em Atenas perdendo para excepcional dupla francesa com Adrian Hardy e Sebastien Vielledent, atuais detentores do recorde mundial. No período de 2004 até os jogos de Pequim em 2008, os eslovenos continuaram conquistando medalhas. Foram campeões do mundo em 2005 e 2007 e vices em 2006. Porém, alguns países corriam por fora. A Austrália levou o ouro em Pequim 2008 com David Crawshay e Scott Brennan que vinham de um sétimo lugar no mundial de 2007. A dupla eslovena terminou em sexto lugar. A vitória Australiana aparentemente iniciava uma intensa batalha entre os dois hemisférios na hegemonia do double masculino nas raias. Porém, os Australianos foram ficando para trás e no mundial de 2011 não subiram no pódio. Outro país do hemisfério sul e próximo da Austrália iniciava a sua escalada de vitórias no double. O quarto lugar da Nova Zelândia com Rob Waddell e Nathan Cohen nos jogos de Pequim foi o início da escalada kiwi. Cohen permaneceu como um forte componente no double. Ele fez uma dupla com Matthew Trott em 2009 para alcançar a quarta posição em Poznan. Em 2010 já com o novo parceiro Joseph Sullivan alcançou o topo do pódio repetindo a dose em 2011.
Os neozelandeses são os francos favoritos para o ouro em Londres porém os países do hemisfério norte vão fazer de tudo para estragar a festa kiwi. Alemanha, Inglaterra e principalmente a França com Julien Bahain e Cedric Berrest, que estiveram no pódio em todos os mundiais do último ciclo olímpico, vão lutar muito pelo ouro. Os eslovenos Luka Spik e Iztok Cop também estarão na raia tentando participar da final A depois de 12 anos da sua primeira conquista olímpica. Abaixo colocamos o quadro de medalhas olímpicas do double masculino.
2a. Regata FRERJ 2012
27-abril-2012 - Na última 2ª. feira foi disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas a 2ª. Regata do Estadual Carioca de Remo. O C.R. Flamengo venceu mais uma regata com somente um ponto na frente do Botafogo F.R. . O C.R. Vasco da Gama terminou em terceiro e está tentando amenizar a crise no seu departamento de remo (veja artigo no blog RemaVasco aqui), mas pelo visto 2012 será mais um ano para ser esquecido na história do remo cruzmaltino. O C.R. Flamengo fechou a regata com 5 ouros (a vitória no double infantil vale somente para a regata, não contando pontos para o campeonato). Vale ressaltar a bela performance da Fabiana Beltrame no skiff (veja aqui) e a do quatro-sem peso-leve que foi obrigado a descer a raia duas vezes seguidas pois na altura dos 1500m havia um pedalinho na raia obrigando o árbitro a cancelar a primeira descida (veja aqui). O Botafogo levou quatro ouros e mostrou na raia o excelente trabalho realizado pela atual diretoria e corpo técnico. A dupla Thiago e Sobral reinou no dois-sem peso leve (veja aqui), vale rever também a sensacional levantada do 2com aspirante alvinegro (veja aqui) e a vitória do oito peso-leve masculino que não deixou dúvidas da supremacia botafoguense nessa categoria (veja aqui).
Vídeo em Destaque "Cocorocas" em Ação!
Vídeo em Destaque
22-abril-2012 - Nessa entrevista realizada na TV Alerj com o Deputado Estadual Marcelo Freixo e o remador master do C.R. Piraquê e ex-presidente da FRERJ, Alessandro Zelesco, ambos comentam sobre a atual situação do Estádio de Remo na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro. Zelesco relembra a história do estádio nos últimos 20 anos. O local, que antes possuía um programa de formação de atletas de base para o remo (SUDERJ) e também atividades físicas gratuitas para as comunidades carentes, foi abandonado pelo poder público durante anos e depois privatizado para a criação de um shopping center e um complexo de cinemas. O deputado estadual e pré-candidato à prefeitura do Rio, Marcelo Freixo, lembra que o Rio de Janeiro, através do seu governador Sérgio Cabral e do seu prefeito Eduardo Paes se transformou em um grande balcão de negócios que privilegia algumas empresas. Principalmente empreiteiras como Delta, Odebrecht e Andrade Gutierrez. Por trás da empresa Glen, que atualmente possui a concessão do espaço do estádio de remo, há uma obscura empresa no Uruguai. Suspeita-se que por trás de tudo isso está a Rede Globo que futuramente pretende instalar-se no local. Alessandro Zelesco lembra que a Glen violou diversas leis de tombamento daquele espaço. Uma das arquibancadas foi implodida na frente de um oficial de justiça que tentava entregar um documento que impedia legalmente tal fato. O objetivo dessa implosão foi viabilizar a instalação dos cinemas no local. Atualmente as pessoas ligadas ao remo são obrigadas a pagar estacionamento para poder usufruir de um espaço que historicamente foi público. Nos dias de regata as pessoas que participam da organização do evento são obrigadas a deixar seus veículos fora do estádio e trazer todo o material a pé. A seleção brasileira de Remo, às vésperas dos jogos de Londres, é obrigada a treinar nos remoergômetros debaixo de sol pois no local que supostamente deveria ser do remo não existe um centro de treinamento com salas refrigeradas. Recentemente a Glen inaugurou uma casa de espetáculos no local e instalou chaminés de exaustão no meio da arquibancada principal. Um verdadeiro absurdo! O apoio de Marcelo Freixo é muito importante principalmente nesse momento que o processo que visa a recuperação do estádio para o esporte tramita no Supremo Tribunal de Justiça em Brasília. Essa é a instância final desse processo que se estende há quase 20 anos. Por isso é muito importante a mobilização de todos pois o STJ, como qualquer outro tribunal, sofre a influência da opinião pública nas suas decisões. Amanhã, dia 23/04 acontece uma manifestação no estádio após a realização da 2a. Regata do Campeonato Carioca, porém outras manifestações irão ocorrer nos próximos meses. O deputado Marcelo Freixo confirmou no final da entrevista que irá solicitar à comissão de esportes da Assembléia Legislativa do RJ a instauração de uma audiência pública para ouvir a sociedade civil e o estado sobre a situação do estádio.
Revista Remo 20-abril-2012 - Clique na foto abaixo e curta mais um histórico exemplar da Revista Remo com os nossos campeões Sul Americanos no dois-com com Denis Marinho, Valter Hime e Manoel Thereso (tim.) na capa.
Dois-sem Feminino – Um Romance Romeno 20-abril-2012 - Publicamos agora o segundo artigo da série pré Londres que irá cobrir as 14 categorias de barcos Olímpicos. O dois-sem é um barco difícil de equilibrar mas é usado por muitos remadores de palamenta simples na preparação para os barcos maiores. Em muitos países são realizadas eliminatórias no dois-sem para compor as guarnições dos quatros e oitos . Os maiores nomes do remo feminino estão ligados ao dois-sem como as canadenses Marnie Mcbean e Kathleen Heddle. Porém, os maiores talentos nesse barco indiscutivelmente são as Romenas. A Romênia é o país de maior sucesso no dois-sem feminino. Georgeta Andrunache-Damian conquistou cinco medalhas de ouro (três delas no dois-sem) e um bronze em três jogos olímpicos consecutivos – 2000, 2004 e 2008. A história de Andrunache no remo é bem conhecida pelo povo romeno. Quando os olheiros apareceram em Botosani (lugar de onde saiu a maioria das remadoras romenas), Andrunache foi selecionada inicialmente pelas suas características físicas. “Foi a amor à primeira vista pelo remo. Após sete anos de carreira eu já estava remando na seleção Olímpica”.
Andrunache é a quarta atleta de remo (incluindo os homens) mais medalhada de todos os tempos e a segunda remadora ficando atrás apenas da alemã Kathrin Boron. A sua parceira no dois-sem na conquista de dois ouros foi Viorica Susanu. Susanu é outra atleta excepcional que ajudou a Romênia a dominar o dois-sem feminino nos anos 90. Em 2002, essas duas atletas, estabeleceram o recorde para essa categoria com o tempo de 6:53.80, que perdura até hoje. Ambas se aposentaram das raias depois dos jogos de Pequim e foram reconhecidas ao carregar a bandeira da Romênia na cerimônia de encerramento. Quando o remo feminino se transformou em esporte olímpico em 1976 o dois-sem era uma das categorias incluída no programa. A Romênia terminou em 6º. lugar no dois sem feminino nos jogos de Montreal e estava prestes a iniciar sua hegemonia no barco nos anos oitenta. Rodica Arba levou o ouro nos jogos de 1984 e 1988 (com parceiras distintas). Para os jogos de Londres o eixo do dois-sem feminino mudou bastante. O barco neozelandês com Juliette Haigh e Rebecca Scown é o favorito. A dupla acumulou títulos mundiais no último ciclo olímpico. Em 2011 ficaram atrás do barco inglês com Helen Glover e Heather Stanning a maior parte da prova ganhando a disputa na última remada. Vale a pena conferir essa briga na raia de Eton Dorney. Apesar de ter perdido a hegemonia, o barco Romeno com Camelia Lupascu, 25 anos, e Nicoleta Albu, 23 anos, deverá estar presente na final A. Será a estréia dessas atletas em uma olimpíada e elas provavelmente irão dobrar no oito. Veja abaixo a final do dois-sem feminino no mundial 2011 em Bled na Eslovênia.
Marcelo Freixo na ESPN 20-abril-2012 - O Pan foi superfaturado com 95% dos recursos públicos. Depois o Maracanã - reformado em 2007 e também superfaturado foi demolido em 2010. E ainda dizem que ele não vai servir para a Olimpíada. E quem são as empreiteiras? Delta, Odebrecht, Andrade Gutierrez...", disse Marcelo Freixo em entrevista ao jornalista Juca Kfouri, veiculada no dia 7/4 na ESPN. Ao denunciar as remoções ilegais e o descaso com o patrimônio cultural carioca, Freixo faz um alerta para os verdadeiros interesses por trás dessas iniciativas. Na ocasião,também conta sobre seu trabalho como consultor no filme Tropa de Elite 2, de José Padilha, e sobre as ameaças que o forçaram a deixar o país após presidir a CPI das Milícias. Assista aqui: 1º Bloco, 2º Bloco, 3º Bloco, 4º Bloco e 5º Bloco
Charge em destaque 14-abril-2012 - ´Kiss` em inglês é beijo. Um beijo para Kissya, nossa mais nova revelação olímpica! Uma das atrações do Brasil nos Jogos de Londres e que inspirou o chargista Paulo Caruso.
Dois sem - O barco das grandes e históricas rivalidades
Historicamente, a Inglaterra é o país que mais venceu no dois-sem nos Jogos Olímpicos, Os ingleses conquistaram seis ouros, uma prata e um bronze desde 1900. A primeira medalha foi conquistada nos jogos de Londres de 1908 por John Fenning e Gordon Thompson. A lendária dupla com Matthew Pinsent e Steve Redgrave conquistou a última medalha de ouro em Atlanta 1996 vencendo a Austrália com Robert Scotte David Weightman e a França com Jean-Christophe Rolland e Michel Andrieux. Matthew Pinsent lembra da época do dois-sem com Steve Redgrave com muito carinho. Em 2000, Redgrave e Pinsent passaram para o quatro-sem e deixaram todas as intensas disputas no dois-sem para trás. Ficaram boas lembranças... “A rivalidade com os Australianos foi sempre muito forte. Com os alemães também. Era sempre muito duro na raia. Em Lucerna em 1994 a disputa contra os alemães Peter Hoeltzenbein e Thorsten Streppelhoff foi brutal. Remamos o tempo todo atrás e conseguimos vencer no final. Foi a prova mais dura da minha vida”, diz Pinsent. Essa certamente não foi a última grande disputa no dois-sem masculino que o mundo iria testemunhar. Em 2000, aconteceu uma prova que muitos lembram e que é considerada até hoje uma as mais incríveis disputas de todos os tempos. Os franceses Andrieux e Rolland surpreenderam todos os adversários na altura dos 1500 mts. Iniciando uma levantada devastadora numa voga de 44 r.p.m. ultrapassando os lideres ingleses. Eles conseguiram manter a liderança apesar da forte reação no últimos metros do barco dos EUA com Edward Murphy e Sebastian Bea e também do barco Australiano com Matthew Long e James Tomkins. Veja o vídeo dessa prova abaixo.
Nos mundiais anteriores à Sydney 2000 a dupla francesa ganhou um ouro e uma prata numa época de altíssima competitividade. Andrieux e Rolland venceram em 1997, a Alemanha em 1998 e a Austrália em 1999. Nenhuma guarnição conseguiu ficar no topo por muitos meses. O início dos anos 2000 foram marcados novamente por Matthew Pinsent e o seu novo parceiro James Cracknell. A guarnição levou o ouro nos mundiais de 2001 e 2002 sendo que em 2001 eles dobraram no dois-com e também conquistaram o lugar máximo no pódio. No mundial de 2002 em Sevilha, a dupla estabeleceu o recorde mundial com 6.14.27, tempo que prevalece até hoje. Entretanto, a partir de 2003 o predomínio inglês no dois-sem foi atropelado pelos Australianos James Tomkins e Drew Ginn. Eles venceram o mundial em Milão superando os croatas Niksa e Sinisa Skelin e os Sul Africanos Cech e Di Clemente. Os ingleses terminaram em um distante quarto lugar. Nos jogos de Atenas de 2004 os ingleses passaram para o quatro-sem. Ginn e Tomkins levaram o ouro no dois-sem em Atenas 2004 com a Croácia e a África do Sul completando o pódio. Ginn recomeçou o novo ciclo olímpico com o seu novo parceiro – Duncan Free. Free comentou: “Era tudo novo para mim quando começei a remar no dois-sem com Drew já que eu vinha da palamenta dupla. Era o recomeço que eu precisava.“ Nos anos seguintes, novos barcos apareceram. Os neozelandeses Nathan Twaddle e George Bridgewater começaram a brigar por um lugar no pódio e venceram o mundial de 2005. Nos últimos jogos de 2008 em Pequim, Ginn e Free estavam no auge. Apesar da preocupação em relação à contusão de Ginn na coluna a vitória da dupla na raia de Shunyi foi arrasadora e a primeira para Duncan Free. “Cruzar a linha final foi um momento inesquecível. Nós fizemos uma bela prova ainda mais considerando o problema na coluna do Drew”. A esperada disputa em Londres entre a Inglaterra com Andrew Triggs Hodge and Peter Reed e a Nova Zelândia com Eric Murray e Hamish Bond infelizmente não irá acontecer, já que o técnico inglês, depois de perder 10 vezes nos últimos 3 anos, decidiu transferir os dois atletas ingleses para o quatro-sem. Assim, a vitória do barco neozelandês é talvez a maior barbada na raia de Eton em julho. Além do barco kiwi, a disputa para as três posições no pódio serão entre os irmãos gregos Nikolaos e Apostolos Gkountoulas, os canadenses Calder e Frandsen que levaram a prata em Pequim 2008 e os italianos Lorenzo Bertini e Niccolo Mornati que habitualmente freqüentam o pódio. A Alemanha com Maximilian Munski e Felix Drahotta completam a provável raia da final A. Free ressalta: “Atualmente o nível do dois-sem está muito alto. A Nova Zelândia está dominando a categoria e melhorando dia a dia” Vale lembrar que na Eslovênia no mundial no ano passado a dupla kiwi ficou muito próxima de quebrar o atual recorde ao cruzar a linha de chegada com o tempo de 6:14.77. Na última votação realizada no site a FISA, os amantes do remo votaram que o dois-sem kiwi é o barco com a maior possibilidade de quebrar o recorde mundial esse ano. O dois-sem é um barco tradicional na história olímpica e propiciou grandes momentos e grandes provas. Muitas questões surgem às vésperas dos jogos de Londres. Os ingleses e os canadenses conseguirão um lugar no pódio? Os gregos conseguirão vencer os italianos? O dois-sem neozelandês conseguirá derrubar o atual recorde mundial? Respostas no próximo mês de julho na raia de Eton Dorney. Você sabia? A Eslovênia conquistou a sua primeira medalha olímpica de ouro no dois-sem em Barcelona 1992. O dois-sem foi introduzido nos Jogos Olímpicos de 1904 em St.Louis nos EUA. O barco norte-americano venceu a prova. Os EUA estão em segundo na Tabela Olímpica de Medalhas. Eles conquistaram a primeira medalha em 1904 e a última em 2000 com Murphy e Bea. Um total de 63 medalhas foram conquistadas no dois-sem desde 1904: 22 ouros, 21 pratas e 20 bronzes.
A confusa edição de 2012 da Oxford-Cambridge deixou dúvidas sobre a segurança nos jogos de Londres 11-abril-2012 - O desfecho da 158.ª edição da Boat Race, regata entre Oxford e Cambridge, neste sábado, levantou mais dúvidas com relação à segurança dos Jogos Olímpicos de Londres. Isso porque um ativista pulou no rio Tâmisa, nadou até a raia, entrou deliberadamente na rota dos remadores, e paralisou um dos eventos esportivos mais tradicionais do mundo. A preocupação maior se dá porque o protesto não foi algo orquestrado. Ao que tudo indica, um cidadão britânico, Trenton Oldfield, de 35 anos, decidiu sozinho protestar contra o elitismo e se jogou no rio para atrapalhar a competição. Com isso, crescem os temores que as milhões de pessoas que acompanharão as provas olímpicas em Londres tomem individualmente atitudes semelhantes. Meia-hora depois da confusão a regata teve uma nova largada e o drama continuou. Um choque entre os remos das duas guarnições provocou a quebra do remo do contra-voga de Oxford que completou a prova com sete remadores. O juiz interpretou que no momento da colisão Oxford cometeu uma infração ao invadir o espaço da guarnição adversária e não interrompeu a prova. A vitória de Cambridge estava assegurada. Apesar da desvantagem, Oxford não se entregou e lutou até o final. O preço foi o colapso do proa que desmaiou ao cruzar a linha de chegada e deixou todos preocupados ao ser encaminhado para o hospital. Não havia clima para a cerimônia de premiação que foi suspensa.
Veja o vídeo da prova abaixo
Foto em destaque Assim fica fácil!
07-abril-2012 - Cambridge venceu hoje a 158a. edição da mais tradicional regata a remo entre oitos do mundo. A regata foi interrompida na metade depois de mais de 10 minutos de disputa quando um nadador eventual ficou entre as duas guarnições. A regata foi reiniciada 31 minutos depois. Cambridge confirmou a vitória depois que, na metade da prova, um dos remos do barco de Oxford partiu ao meio. O timoneiro de Oxford solicitou uma nova largada já que, segundo ele, após o adiamento da prova, o Rio Tâmisa ficou muito marolado. Os juízes não acataram o seu pedido. A última vez que a regata Oxford-Cambridge havia sido interrompida foi em 2001 quando os barcos se tocaram e um dos atletas perdeu o remo. Clique aqui para visitar o site oficial do evento. Veja abaixo o vídeo com o momento em que o nadador aparece entre os dois barcos!
Foto em destaque
Vídeos em Destaque - Abril 2012 Esporte Interativo - Com vaga olímpica e parceira definidas, Fabiana Beltrame mira Londres
Jornal do
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